Edson Ulisses na Procuradoria Geral do Estado
Ao assumir o comando da Procuradoria, em janeiro de 2007, Edson Ulisses buscou, de imediato, implementar ações para valorizar o quadro institucional, como o ingresso de advogados para assessorar os procuradores. Com isso, a Procuradoria passou a ter outra estrutura para melhor desempenho das atividades para a qual foi criada. Edson Ulisses visualizou a Procuradoria não só como um órgão de assessoria ao governo e ao Estado, mas também como um instrumento de divulgação da cultura jurídica no Estado de Sergipe, a partir da constatação de que ali existia um centro de estudos. Considerando que a Procuradoria é um centro de excelências, pela qualificação técnica de seus profissionais, por que não produzir elementos para expandir para a comunidade, uma vez que pareceres da maior relevância e qualidade técnica são elaborados lá, inquietaram o novo Procurador Geral, por seu espírito irrequieto e empreendedor.
E foi com essa visão que o Centro de Estudos foi transformado de um mero catalogador de leis e recortes de jornais em um núcleo de produção e difusão do conhecimento jurídico. Em apenas oito meses à frente da Procuradoria, Edson Ulisses promoveu quatro eventos importantes para o Estado de Sergipe, abertos a todos os operadores do Direito, que tiveram a oportunidade de participar de debates com palestrantes de renome nacional, a exemplo da Ministra do Superior Tribunal de Justiça, Eliana Calmon. E para consolidar esse processo de produção intelectual, a Revista da PGE foi reativada, voltando a ser editada, ainda que em uma edição pequena e com exíguo material.
O espírito democrático de Edson Ulisses ficou registrado na Procuradoria Geral, com a reativação do Conselho da Advocacia Pública do Estado de Sergipe, um órgão interno que julga os atos ou pareceres em que há conflito entre o procurador responsável pelo parecer e a sua coordenadoria. Outra decisão que mereceu o reconhecimento da classe foi a distribuição proporcional da representatividade dos procuradores nos conselhos onde a PGE tinha assento, de igual modo inovando em procedimentos internos, integrando as várias coordenações, tornando a PGE um órgão onde seus vários segmentos passaram a funcionar de forma integrada.
No início de agosto de 2007, com a aposentadoria do desembargador Manoel Pascoal Nabuco D’Ávila, abriu-se uma vaga para Desembargador no Tribunal de Justiça que seria preenchida pelo quinto constitucional da advocacia. No dia 13 de agosto, Edson Ulisses entregou ao Governador Marcelo Déda seu pedido de exoneração para concorrer à vaga, encerrando sua participação como Procurador Geral do Estado. Em eleição direta, foi eleito pela maioria dos advogados sergipanos e pela unanimidade dos membros do Tribunal de Justiça o novo desembargador de Sergipe. Edson Ulisses se aposentou como desembargador, retornando às atividades advocatícias.